WhatsApp
Câmera térmica mostra ponto de aquecimento de quadro de disjuntores

Quais são os itens obrigatórios de um laudo judicial?

Não se deve escrever um laudo judicial de qualquer maneira, pois é um documento que deve ser ao processo judicial. Portanto, a sua elaboração deverá conter alguns elementos básicos.

Essa é a dúvida de diversos alunos dos nossos cursos de perícia. Em outras palavras, o perito deve observar alguns detalhes antes de iniciar a escrita do seu laudo judicial.

Esse artigo foi feito para quem está iniciando na pericia judicial, independente da área de atuação.

Nesse post você aprenderá:


a) O que é um laudo judicial;
b) O que não pode faltar no laudo judicial;
c) Como organizar um laudo judicial.

No vídeo abaixo o engenheiro João mostra na prática como fazer um laudo de perícia judicial.

O que é um laudo judicial

Primeiramente, o laudo judicial é um documento que quem emite é um especialista, chamado de perito judicial. Nesse sentido, ele é um resumo do procedimento adotado por esse profissional, assim como mostra todos os detalhes importantes para ajudar a justiça a entender um evento técnico.

Desde já, é importante entender que o laudo judicial é o “final” do trabalho do perito. Ou seja, é através desse documento que o especialista apresenta as principais características analisadas no decorrer do seu trabalho.

Caso você queira aprender mais sobre como se tornar um perito judicial é só acessar o artigo abaixo:

Como se tornar perito judicial

Muitos profissionais entendem que o laudo judicial se rege de acordo com a vontade do perito. Contudo, isso é um grande erro, pois existem, sim, alguns itens que devem constar nesse documento.

O que não pode faltar no laudo judicial

Antes de tudo, cabe ao perito observar que existem, sim, alguns itens que devem contar no seu laudo judicial. Nesse sentido, é recomendando ao perito analisar o código de processo civil, no seu artigo 473. Para acesso é só clicar abaixo:

Código de processo civil

À primeira vista parece difícil entender o artigo 473. Portanto, para facilitar o entendimento deixaremos um resumo abaixo do que não pode faltar no laudo judicial:

I – a exposição do objeto da perícia;
II – a análise técnica ou científica que o perito faz;
III – a indicação do método, esclarecendo- o e demonstrando ser predominantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se originou;
IV – resposta conclusiva a todos os quesitos que o juiz apresenta, pelas partes e pelo órgão do Ministério Público

Basicamente, são esses os quatro elementos que devem estar em todo laudo judicial. Por exemplo, a exposição do objeto da perícia nada mais é que; “o que foi analisado pelo perito”. Ou seja, pode ser um equipamento, um elemento químico, uma estrutura ou documentos contábeis.

O objeto da perícia é um ponto importante e deve estar claro no seu laudo.

A análise técnica é outro ponto chave. Em outras palavras, é a apresentação dos resultados obtidos pelo perito judicial. Nessa hora o perito pode usar fotos, tabelas, gráficos e citações de normas de referências.

A indicação do método utilizado nada mais é do que “como você chegou a esse resultado”. Juntamente com esclarecimentos do procedimento adotado, ou seja, é a parte que o perito apresenta toda a sua metodologia de trabalho. Já adianto que não existe resposta pronta, cada perícia é única e muitas vezes a metodologia muda em cada perícia.

A resposta conclusiva aos quesitos é o último ponto que se apresenta no laudo judicial. Afinal, as partes emitem quesitos que deverão ser respondidos pelo perito. Sim, o perito é obrigado a responder a todos os quesitos das partes do processo.

Como organizar um laudo judicial

Antes de tudo, é necessário analisar de como será organizado o seu laudo judicial, assim como as partes obrigatórias irão se “conversar” durante o texto. Nessa hora cabe ao perito ter calma e principalmente paciência.

A vantagem é que o artigo 473 não cita a obrigatoriedade de seguir exatamente os quatro itens de forma sequencial. Por exemplo, o perito não é obrigado a iniciar o texto com o “objeto da perícia” e seguir com os demais itens. Portanto, isso dá certa liberdade ao perito de organizar seu laudo judicial de acordo com o que entende ser melhor.

O que é recomendado é se imaginar do outro lado, ou seja, como alguém sem conhecimento lendo o seu laudo. A mensagem está clara? O texto está dividido de maneira lógica? A mensagem que quero passar faz sentido?

Essas recomendações se aplicam tanto para peritos novos quanto para peritos com mais experiência. Na prática, cada profissional elabora e organiza o texto da maneira que acha que fica melhor para a outra parte ler e entender.

Espero ter ajudado você a entender as partes obrigatórias que devem constar em um laudo judicial. Com o tempo você desenvolve a sua própria escrita e maneira de apresentar os seus resultados.

Não vou mentir, no começo é difícil, como tudo que é novidade na vida. Meu conselho é, seja  persistente que com o tempo a sua escrita melhorará. Por exemplo, meu primeiro laudo ficou gigantesco, fora de formatação e com uma escrita no mínimo redundante.

Caso você queira descobrir mais sobre a área de perícia judicial deixo esses artigos da área elétrica.

O que é uma perícia de ressarcimento de danos

“Furto” de energia elétrica – Como proceder em situações como essa

Autoria:

Respostas de 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga-nos no Instagram

Categorias

Posts Recentes